[Mangás #4] O Homem Que Foge: Nigeru Otoko - Natsume Ono

Olá, minna-san! *japonês feelings*
Deixando a brincadeirinha de lado, hoje trago para vocês o que foi o primeiro lançamento da Editora JBC em 2017.
O Homem Que Foge - Nigeru Otoko em japonês - é quase um conto de fadas sombrio, com reflexões sobre escolhas, consequências e medos.

Em meio a um grande suspense, o mangá convida o leitor a uma reflexão sobre as consequências das decisões que são tomadas ao longo da vida. Com seu traço delicado e uma narrativa densa, Natsume Ono leva seus protagonistas a enfrentarem seus medos e temores ao mesmo tempo que surpreende o leitor com uma fábula moderna e introspectiva.
Adquiri o mangá logo no início do ano, porque a capa misteriosa e sinopse instigante, mas só fiz a leitura no início de maio.
Em volume único e dividido em cinco capítulos, o primeiro é o mais interessante, mas que conta rapidamente o mito que corre na cidade, em que há um urso no meio da floresta que só as crianças podem ver. Esse urso também se transforma em um homem e caso a criança consiga passar um dia com o animal sem sentir medo, pode fazer um pedido.
Ou seja, basicamente a história do primeiro capítulo é a central, e os quatro restantes são para desconstruir e desenvolver a história, sobre o que levou a tais acontecimentos, o que há por trás dessa lenda e afins. Ou seja, são flashbacks.

Ao contrário do que diz a sinopse, considerei os traços do autor um tanto rebeldes, ainda que não de forma ruim. Seus desenhos são rabiscados, algumas vezes sendo até difícil de compreender os quadros. Isso torna a história mais densa e sombria, o que caiu bem com a narrativa.
Outra coisa que chama a atenção, de forma positiva e negativa, para mim, é que O Homem Que Foge quase não possui diálogos. Muitos dos quadros são apenas as ilustrações, com a maioria auto explicativa e creio que incrivelmente, a pouca quantidade de falas deixa o mangá melhor ambientado em sua mensagem.

Por fim, apesar da história e traços ligeiramente confusos, O Homem que Foge vale a leitura, principalmente para quem deseja escapar da área de conforto, que foi o meu caso. Normalmente, quando a questão é quadrinhos japoneses, normalmente leio o gênero shoujo, que é destinado a garotas, ou romances em geral, e esse não contém nada disso.
A obra possui um preço okay, R$18,90, e possui orelhas, folhas e capas grossas e envernizadas. E está sempre em promoção em lugares como a Saraiva.

2 comentários:

  1. Oi, Camila
    Gosto de quadrinhos, mas não sou muito chegada nos japoneses. O que gostei foi saber de que há poucos diálogos e mais ilustrações. Isso não seria um problema. Mas mesmo assim, não faz meu estilo. Mas é uma ótima dica para quem curte.

    Blog Livros, vamos devorá-los

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  2. OI!!


    Não tenho o hábito de ler mangá, nas verdade nunca li. Enfim, creio que para me adaptar a esse estilo de escrita preciso começar com um assunto mais interessantes e imagens mais claras, todavia sair da zona de conforto é sempre válido. Sempre me proponho a começar e nunca começo. Tentarei colocar isso em prática. Beijos e obrigada pela dica.

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