Resenha: A Última Carta de Amor - Jojo Moyes


 
Editora Intrínseca
Adalgisa Campos da Silva
384 páginas
2016

Em 1960, Jennifer Stirling acorda em uma cama de hospital, após um grave acidente a faz pouco se lembrar de sua vida anteriormente. Sentindo que algo falta em sua vida, ela começa a descobrir detalhes de sua vida, percebendo que amava outro homem, mesmo estando casada. E que, maior que isso, ambos trocavam cartas apaixonadas.
Quarenta anos depois, a jornalista Ellie Hasworth descobre no arquivo do jornal em que trabalha, uma série de cartas de amor, sem nenhuma pista de quem possa ser o casal e seu fim. Mais do que para o artigo, ela se aprofunda cada vez mais na história, para que possa descobrir o final da história de ambos e o possível final de sua própria história.

Se com Baía da Esperança, tive uma enorme decepção onde me perguntava o tempo todo "cadê a Jojo de quem tanto gosto", A Última Carta de Amor veio para relembrar o quanto gosto das histórias da autora e que o livro dela lido anteriormente foi só um que não agradou.
Desde que a editora anunciou que mudaria a capa, decidi que era a hora de comprar, já que adoro a capa dessa edição e a sinopse sempre me chamou a atenção.

“Não sei ao certo como conquistei o direito. Não me sinto direito desse direito mesmo agora. Mas a própria chance de pensar em seu rosto lindo, seu sorriso, e saber que alguma parte disso poderia me pertencer talve seja a coisa mais importante que me aconteceu na vida.”

[Mangás #4] O Homem Que Foge: Nigeru Otoko - Natsume Ono

Olá, minna-san! *japonês feelings*
Deixando a brincadeirinha de lado, hoje trago para vocês o que foi o primeiro lançamento da Editora JBC em 2017.
O Homem Que Foge - Nigeru Otoko em japonês - é quase um conto de fadas sombrio, com reflexões sobre escolhas, consequências e medos.

Em meio a um grande suspense, o mangá convida o leitor a uma reflexão sobre as consequências das decisões que são tomadas ao longo da vida. Com seu traço delicado e uma narrativa densa, Natsume Ono leva seus protagonistas a enfrentarem seus medos e temores ao mesmo tempo que surpreende o leitor com uma fábula moderna e introspectiva.
Adquiri o mangá logo no início do ano, porque a capa misteriosa e sinopse instigante, mas só fiz a leitura no início de maio.
Em volume único e dividido em cinco capítulos, o primeiro é o mais interessante, mas que conta rapidamente o mito que corre na cidade, em que há um urso no meio da floresta que só as crianças podem ver. Esse urso também se transforma em um homem e caso a criança consiga passar um dia com o animal sem sentir medo, pode fazer um pedido.
Ou seja, basicamente a história do primeiro capítulo é a central, e os quatro restantes são para desconstruir e desenvolver a história, sobre o que levou a tais acontecimentos, o que há por trás dessa lenda e afins. Ou seja, são flashbacks.

Ao contrário do que diz a sinopse, considerei os traços do autor um tanto rebeldes, ainda que não de forma ruim. Seus desenhos são rabiscados, algumas vezes sendo até difícil de compreender os quadros. Isso torna a história mais densa e sombria, o que caiu bem com a narrativa.
Outra coisa que chama a atenção, de forma positiva e negativa, para mim, é que O Homem Que Foge quase não possui diálogos. Muitos dos quadros são apenas as ilustrações, com a maioria auto explicativa e creio que incrivelmente, a pouca quantidade de falas deixa o mangá melhor ambientado em sua mensagem.

Por fim, apesar da história e traços ligeiramente confusos, O Homem que Foge vale a leitura, principalmente para quem deseja escapar da área de conforto, que foi o meu caso. Normalmente, quando a questão é quadrinhos japoneses, normalmente leio o gênero shoujo, que é destinado a garotas, ou romances em geral, e esse não contém nada disso.
A obra possui um preço okay, R$18,90, e possui orelhas, folhas e capas grossas e envernizadas. E está sempre em promoção em lugares como a Saraiva.

[ESPECIAL] 2 Anos Família Hallison

Olá pessoinhas, como estão?
Ontem, dia 9, foi o aniversário de 2 anos do lançamento do primeiro livro da série romântica de época da nossa parceira Mari Scotti, Montanha da Lua, e para comemorar a existência dessa série o post de hoje é um especial repleto de informações sobre os livros e tem uma surpresa lá no fim, confere só! :3

Livro 1 - Montanha da Lua - Resenha aqui
Sinopse: Há séculos, uma verdade acompanha cada herdeiro do ducado de Bousquet: A Maldição dos Hallinson's.Conta-se que a tragédia os acompanha, levando à morte as esposas em seu primeiro ano de matrimônio. Geração após geração, aprendem sua sina e a regra a seguir para possuir uma união frutífera e longa.Octávio Hallinson Segundo sofre as consequências de não seguir esses ensinamentos. Viúvo, isolou-se da sociedade, fugindo da responsabilidade de casar-se novamente para providenciar um herdeiro para deu título. Um homem marcado pela dor.Mical Baudalaire Nashgan sempre foi uma mulher decidida, enfrentandoas ordens de sua tia e negando-se a seguir o protocolo que obrigava mulheres a procurar maridos apenas por posse de títulos e dinheiro e não por amor.O posicionamento contraditório aos costumes afastou os candidatos, tornando-o uma das únicas solteironas que sua província conheceu. A mais bela dentre elas.Uma tragédia a coloca frente aos perigos da floresta aos pés da Montanha da Lua e seu futuro torná-se incerto e assustador.

Resenha: Casei, e Agora? - Tatiana Amaral


Editora Pandorga
páginas 222
2016

Cleo uma mulher bonita e inteligente, viaja para Las Vegas com suas melhores amigas, após seu noivo decretar que só iria se casar, caso eles ficassem 30 dias afastados, sem contato algum. Arrasada com a notícia, aceita a proposta de suas amigas e viaja a Las Vegas, sem pretensão alguma e contando os dias para voltar aos braços de seu noivo. O que ela não sabia era que sua vida iria mudar totalmente, a partir do momento em que conhece Douglas, o homem mais bonito e sedutor que já conheceu, e que ele, por causa de uma noite de bebedeira, iria se tornar o seu marido. O que fazer agora? Como retornar aos braços do seu noivo? Será que ele ainda ama seu noivo?  Afinal, ela havia casado em Las Vegas.
*Sinopse original

"Douglas era… Era simplesmente Douglas e isso deveria ser o bastante."

Casei. E agora? foi a minha segunda tentativa de ler algo da Tatiana Amaral, que alçou fama com o sucesso da sua trilogia "Função CEO". Minha primeira experiência com seu trabalho foi justamente com essa trilogia erótica que fez um sucesso absurdo mas que, confesso, não me agradou. Não lembro como cheguei a esse título mas sei que a minha vontade de o ler derivou da graça de capa e da sinopse que promete um romance daqueles que a gente lê em uma tarde e pede mais. E é exatamente isso que encontrei nesse livro.


Resenha: Um Milhão de Mundos Com Você - Claudia Gray

Editora Harper Collins Brasil

Tradutora: Gabriela Fróes

320 páginas

2017

Exemplar cedido pela editora

Outras resenhas da autora:

Os multiversos agora dependem de Marguerite Caine. Após salvar a alma de Paul, que foi desfragmentada, o inimigo muda de tática. O objetivo agora é destruir dimensões específicas – matando um número incontável de pessoas – e o foco é matar as variadas versões de Marguerite, para que ela seja impedida de tentar salvar as dimensões. Além disso, depois da desfragmentação, Paul tornou-se ainda mais fechado e distante e talvez ambos nunca voltem a ser como eram antes. Marguerite precisará questionar tudo, do amor a seus princípios, enquanto corre contra o tempo para impedir o colapso dos multiversos.

Sempre que termino alguma duologia, trilogia ou série, o coração fica apertado. Entretanto, com a trilogia Firebird, o sentimento é de vazio e é quase uma tristeza infinita! Apesar dos pontos que me desagradaram nos dois primeiros (vocês podem ver que nas respectivas resenhas, eles não ganharam nota máxima), são o tipo de livro que criticamente poderiam melhorar; mas são eles que conquistam nossos coraçõezinhos e viram obras queridas que serão relembradas por um bom tempo. 

"Mesmo que você visitasse um milhão de mundos, não conseguiria. Não dá para saber tudo sobre outra pessoa, nem mesmo a pessoa que você ama. [...] É preciso amar o mistério. Arriscar."