Expectativas V.I.B - Asiáticos Podres de Ricos

Olá, leitores queridos do PLI, como vão vocês?

Como vocês já estão cansados de saber, os posts do PLI têm aparecido com menos frequência. Para não deixarmos o blog hibernar, temos procurado por alternativas. E uma delas é a seção Expectativas V.I.B.

Pra quem ainda não conhece, V.I.B significa Very Important Book e é uma iniciativa da Editora Record, contendo livros que ainda serão lançados e são apostas da editora. Então, recebemos a primeira versão do livro, alguns meses antes do lançamento, para lermos e divulgarmos para vocês! Ou seja, são as primeiras versões de um livro que ainda passará pelos processos finais.

Porém, como o nosso tempo está um pouquinho curto, esses posts da V.I.B serão, primeiramente, posts de expectativas, para darmos um belo gostinho para vocês ficarem ansiosos até que eles sejam lançados! Em seguida, assim que tivermos como, atualizaremos esse mesmo post com uma resenha completinha para que vocês saibam nossa opinião.

E hoje, o livro da vez é o curioso Asiáticos Podres de Ricos. Vamos a sinopse?

Best-seller internacional que inspirou uma das mais aguardadas adaptações cinematográficas do ano.
Quando Rachel Chu chega a Cingapura com o namorado para o casamento de seu melhor amigo, imaginava passar dias tranquilos com uma simpática família. Só que Nick não mencionou alguns detalhes, como o fato de sua família ter muito, muito dinheiro, que ela viajaria mais em jatinhos
particulares do que de carro e que caminhar de mãos dadas com um dos solteiros mais ricos da Ásia era como ter um alvo nas costas. Logo, Rachel percebe que não será poupada das fofocas e intrigas. Isso sem falar na mãe de Nick, uma mulher com opiniões bem fortes sobre com quem o filho deve – ou não – se casar. Um passeio pelos cenários mais exclusivos do Extremo Oriente – das luxuosas coberturas de Xangai às ilhas particulares do mar da China Meridional –, Asiáticos Podres de Ricos é uma visão do jet set oriental por dentro. Com seu olhar satírico, Kevin Kwan traça um retrato engraçadíssimo do conflito entre os novos-ricos e as famílias tradicionais em seu romance de estreia, que já fez milhares de leitores chorarem de tanto rir no mundo todo.

Editora Record, 2018, 490 páginas.

Para falar a verdade, eu nunca tinha ouvido falar nesse título - nem o livro, nem o filme, que segundo a capa, chega em breve nos cinemas.
Com um tom laranja bem chamativo, e uma ilustração bonita e caricata, a obra já me atiçou a curiosidade antes mesmo de ler a sinopse.
Após ler a sinopse, vi que a capa combina muito bem, já que parece tratar-se de uma comédia romântica hilária.
A caixa V.I.B veio, além do livro, com um colar de pérolas e um óculos escuros de papel, que podem ser usados para fotos ou como marcador de página!

Ainda assim, não sei o que esperar. Realmente, consigo imaginar a obra perfeitamente numa tela de cinema, com os cenários deslumbrantes, já que a obra se passará no extremo oriente. Ainda assim, meu medo com essa história é de cair no clichê das comédias do tipo, e tudo ficar exagerado demais. Resta esperar eu ter tempo para apreciar Asiáticos Podres de Ricos e assim ver se meu medo se concretiza ou se sou surpreendida positivamente.




Resenha: Carta a D. - André Gorz

Editora Companhia das Letras
Tradutor: Celso Azzan Jr.
112 páginas
2018

Uma das declarações de amor mais conhecidas e emocionantes de nosso tempo, este livro é também uma afirmação comovente de companheirismo entre duas pessoas apaixonadas."Você está para fazer 82 anos. Encolheu seis centímetros, não pesa mais do que 45 quilos e continua bela, graciosa e desejável. Já faz 58 anos que vivemos juntos, e eu amo você mais do que nunca." Assim André Gorz inicia sua carta de amor a Dorine, mulher ao lado de quem ele passou a vida e que há alguns anos sofria de uma doença degenerativa incurável.
Como um dos principais filósofos do pós-guerra francês, Gorz escreveu inúmeros livros influentes, mas nenhuma de suas obras será tão amplamente lida e lembrada quanto esta carta simples e bela, em que ele rememora tanto a história de companheirismo, amor e militância do casal como a trajetória intelectual que percorreram juntos.Um ano após a publicação de Carta a D., um bilhete encontrado na casa onde moravam fez as vezes de pós-escrito à narrativa: André e Dorine tiraram a própria vida juntos, numa renúncia comovente a viver sozinhos.

Quando a editora Companhia das Letras avisou que enviaria este livro ao blog, fiquei um tanto curiosa. Afinal, eu não conhecia o autor, nem nunca tinha ouvido falar da obra, que segundo a sinopse, trata-se de "Uma das declarações de amor mais conhecidas e emocionantes de nosso tempo". Ao chegar, fiquei de coração mole. Um livro miudinho, dentro de uma caixinha rosa choque em formato de carta. O livro, dentro, rosa claro e estampando uma foto do casal.
Como a sinopse diz, André Gorz foi um grande filósofo do pós-guerra francês. Por trás dele, Dorine, uma mulher fantástica, que infelizmente veio a ser acometida por uma doença degenerativa.
A história de ambos pode terminar de forma feliz ou trágica, depende do ponto de vista, já que ambos, já idosos, resolvem cometer suicídio juntos.

Essa é uma carta de mais ou menos 100 páginas, dedicada à história dos dois juntos. Relato apaixonado, Gorz percorre todo o caminho desde que ele e Dorine se conheceram, em momento conturbado, e como eles parecem virar um só, sendo companheiros para a vida inteira. Todas as dificuldades são narradas, com o autor sempre enfatizando o suporte dado por Dorine.
A partir da metade do livro, porém, conforme a carreira de Gorz como escritor alavanca, ele passa a dedicar muitas páginas também a política e ao ponto de vista dos dois, tornando-se bem interessante para quem gosta do assunto e quer lê-lo de forma intimista. Apesar disso, por ser uma carta à esposa, ele nunca esquece de mencioná-la.

Confesso que achei que a doença degenerativa de Dorine fosse ser abordada ao longo de todo livro, mas isso não acontece. Estranhei e fiquei um pouco incomodada com isso, porque é um ponto da história do casal que me interessou, mas tal motivo é explicado ao leitor quando André Gorz passa a versar sobre: a doença a acometeu muitos anos a frente, e for motivos da medicina.

Portanto, Carta a D. trata-se de um relato não ficcional cheio de intimidade e tanto pessoal, onde é possível que o leitor sinta o amor em cada palavra, podendo sentir-se tocado sobre como uma relação precisa, além do amor, de extrema cumplicidade.

Resenha: É Assim que Acaba - Colleen Hoover

Editora Galera Record
Tradutora:
368 páginas
2018

Outras resenhas da autora: O Lado Feio do Amor, Novembro 9, Confesse.

Lily Bloom é uma mulher que já viu de tudo na vida. Atualmente trabalhando em Boston, está prestes a largar tudo para abrir sua própria loja de floricultura. E quando conhece o envolvente Ryle, percebe que está apaixonada e finalmente pode tentar seguir em frente, tentando finalmente tirar da cabeça Atlas, o primeiro garoto pela qual se apaixonou. Isso tudo acontece após da morte do pai, que deveria trazer tristeza a Lily, mas só traz alívio, já que sua infância foi marcada por violentas agressões.

Protelei muito para fazer essa resenha, confesso. Mesmo com as inúmeras coisas pra fazer, eu preciso dizer que fiquei duas semanas para tentar conseguir dizer o que achei do mais recente livro de Colleen Hoover lançado no Brasil, É Assim que Acaba.
Assim como em toda resenha da autora publicada por mim neste blog, eu preciso dizer: eu adoro a Hoover. Suas obras são muito bem escritas, possuem tramas envolventes e ela sempre consegue fazer com que eu a leia rápido.
Assim como na última resenha que fiz dela, do livro Confesse, posso dizer que fico meio que sem saber o que achei de É Assim que Acaba.

"Todo mundo erra. O que determina o caráter de uma pessoa não são os erros cometidos. É como ela usa esses erros e os transforma em aprendizados, não em desculpas."

Resenha: Sempre Faço Tudo Errado Quando Estou Feliz - Raquel Segal


Editora Outro Planeta
160 páginas
2018

Ansiedade. Paranoias. Medos. Frustrações. Amor. Sonhos. Desilusões. Expectativas. Aquela vontade louca de desistir de tudo. Recomeçar. Desistir de novo.  Sentir-se inteiro. Vazio. Transbordar. Se perder. Poe parecer, mas você não está sozinho...
Em Sempre faço tudo errado quando estou feliz, Raquel Segal, criadora do Aquele Eita, fala de emoções reais, destas que a gente só conta para o travesseiro. É impossível não se impactar com seu traço revelador e, ao mesmo tempo, transformador.
*Sinopse original



Do ano passado para cá tive o prazer de descobrir nas redes sociais, principalmente no Instagram, perfis de ilustradores, quadrinistas e, por que não, poetas do dia-a-dia que usam seus perfis como meio de compartilhamento de imagens e pequenos textos sobre aquelas emoções que a gente acha que só a gente sente ou já sentiu mas que na verdade é compartilhada por mais pessoas do que a gente imagina. E nesse meio estava a página "Aquele Eita", administrada pela Raquel Segal, que produz quadrinhos massivamente amarelos sobre as dores mil das relações do ser humano (inclusive as dele com ele mesmo).

Me identifiquei e mais do que me apaixonei pelas suas tiras que em poucas palavras e imagens atigem em cheio quem as lê, dando significado ao nome da página quando a gente solta aquele "Eita!" bem exclamado após a leitura. Fazendo um sucesso mais do que merecido, no início desse ano a autora da página lançou um livro com uma reunião de tirinhas, frases e belas ilustrações que foi uma das melhores aquisições que fiz esse ano.


Resenha: Seja Livre - Fábio Viccent

Editora Sinna
130 páginas
2017

Você cairá ao chão algumas vezes, mas permanecer nele será sua opção.
A vida não será boa o tempo todo, haverá perdas, fracassos, você verá seus planos indo por água abaixo, encontrará pessoas capazes de fazê-lo desistir, mas revigore suas forças, seja seu maior torcedor e enxergue o brilho que há em você.
Liberte-se das mágoas, do ódio, das pessoas que não lhe fazem bem, seja o que quiser. Seja livre.
*sinopse original

Ainda no clima para livros leves, com poesias e textos inspiradores, hoje trago a vocês um livro curtinho, mas que cumpre muito bem o seu objetivo - passar uma mensagem para que possamos ser livres. Confesso que, mesmo eu estando em um momento bem razoável de minha vida, a leitura desta obra foi um tanto proveitosa, me permitindo refletir em muitos textos que me vi espelhada.

Seja Livre é basicamente uma coletânea de textos e poesias escritas pelo autor Fábio Viccent, onde os escritos dividem-se normalmente com um texto sobre algum assunto, como amor - o próprio e ao próximo-, perdas, caminhadas e vitórias; e em seguida, uma pequena leva de poesias com a mesma temática.
Vale mencionar também que, além dos próprios pensamentos e reflexões do autor acerca do assunto, ele insere também ao fim do livro vários relatos de pessoas diferentes, para dizerem o que é ser livre para elas. Isso tornou a leitura interessante, pois assim, é possível ter diferentes pontos de vistas sobre o tema.

Portanto, o livro de Fábio Viccent pode ser inserido no gênero auto-ajuda. Devo mencionar neste ponto que eu não sou fã de livros de auto-ajuda. Entretanto, como o autor opta por passar suas mensagens de forma leve e curta, a leitura mostrou-se agradável para mim, e pude finalizá-la rapidamente.

O livro também possui uma diagramação maravilhosa e arrumadinha, com fontes ilustradas, ilustrações para alguns textos e frases, permitindo que a leitura seja ainda mais leve e confortável.

Logo, Seja Livre mostra-se uma excelente opção pra quem se sente perdido, sozinho e quer se encontrar, ou até mesmo para quem está de bem consigo e quer enfatizar tal sentimento. Por ser um livro curto, é ideal para levar na bolsa e devorar em algumas horas.