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Resenha: Dias Nublados - Dany Fran
Editora Empíreo
276 páginas
2015
"Saudades? Tampouco serve. Nem mesmo pra resumir. Mas quer saber? A vida não foi mesmo feita para ser um resumo."
Às 8h55, de uma segunda feira de carnaval, Izadora Morgan Luchetta viajava por uma rodovia estadual do Paraná. Artista plástica, seguia com a certeza de retornar a Florença, onde faria, em breve, uma exposição. Mas, naquela mesma hora, em outra estrada, um caminhão perde o freio no instante em que a irmã mais velha de Izadora e dois amigos passavam, indo para a praia. Eles nunca mais viram o mar. E Izadora não voltou para a Itália.
Um minuto e a vida que tinham deixa de existir. Izadora encontra um quarto vazio e uma casa às escuras. A cada dia, retomar a inspiração parece mais surreal. Até que Paolo bate à sua porta. E a paixão, quase secreta, vira tudo de cabeça para baixo, novamente.
*Sinopse original
"É estranho como não deixamos de sentir a tristeza, mas com o tempo ela se adapta e acaba se tornando parte da gente."
Quando li a sinopse de "Dias Nublados" pela primeira vez logo pensei que seria um daqueles livros que transbordam drama após drama na vida da mocinha, que por fim acaba vivendo um romance arrebatador. E eu estava certa, entretanto a história de Dany é totalmente diferente do dramalhão que eu imaginei e vai muito além ao falar de perda e superação.
Resenha: O Estranho Contato - Kelly Shimohiro

Editora Empíreo
208 páginas
2015
Ághata Guiller é uma jovem de 19 anos que sempre teve uma vida extremamente tediosa, onde nada era suficiente para empolgá-la. Ao menos até conhecer Tom, o primo misterioso que chega da Europa para passar um tempo em sua casa. Com seus sonhos estranhos, ela sabe que está apaixonada pelo garoto, ainda que ela tenha um pouco de noção de que correrá riscos, mesmo sem saber o motivo.
O Estranho Contato é o primeiro romance da autora Kelly Shimohiro. Narrado em primeira pessoa, Ághata inicia sua história narrando sobre sua vida entediante, e há toda uma descrição sobre como sua família funciona, seu colégio, justamente para ambientar sua vida antes de Tom chegar.
A escrita da autora é bem juvenil e ora alterna-se entre ser bem descritiva, ora escassa de detalhes, onde normalmente seguem-se descrições dos sentimentos da protagonista pelo mocinho. Por isso, a obra acaba caminhando devagar, tomando ritmo apenas depois da metade do livro. A partir daí, O Estranho Contato torna-se envolvente, com ação e até mesmo momentos tristes.
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